Imóvel na praia: investimento ou despesa?

Há quem afirme fervorosamente que ter um imóvel na praia seja um verdadeiro pesadelo. “Duas alegrias, uma quando se compra e outra quando se vende”, diria tal pessoa. É um ponto de vista que precisa ser respeitado, com toda certeza. Vários são os maus negócios realizados que fatalmente levam a finais infelizes. Eu costumo ser otimista. Acredito que para cada tipo de negócio haja um perfil de comprador.

E, como já comentei em outros artigos, considero que o fator “emoção” seja a principal interferência na hora de fazer negócios. O brasileiro “tem sangue quente nas veias”, e às vezes isso pode atrapalhar muito.

No caso do imóvel de veraneio, entendo que possa ser um bom negócio sim, desde que esteja de acordo com as características culturais e comportamentais do indivíduo ou grupo familiar.

Tenho um amigo que trabalha em casa, com traduções e correções de livros, e há uns dez anos me fala sobre seu desejo de ter uma casa na praia… Eu sempre o incentivo a comprar logo essa casa, dou dicas de localidades, preços de imóveis, mas ele não se sente seguro com minhas sugestões… simplesmente porque digo a ele que eu não tenho um imóvel de veraneio! Só por isso! “Faça o que eu digo e não faça o que eu faço”, ele sempre finaliza… Defendo sempre que a compra de um imóvel (qualquer imóvel) precisa ser uma decisão muito ponderada. Pelo expressivo capital despendido nesse tipo de transação, todas as variáveis devem ser precisamente analisadas.

Uma casa na praia pode significar aborrecimentos com depredações feitas por vândalos ou até mesmo frequentadores, manutenção constante nos jardins e nos sistemas de elétrica e hidráulica, despesas mensais com IPTU e condomínio, além da conservação e limpeza permanente.

Já ouvi que vale mais a pena pegar o dinheiro (referente ao valor do imóvel) e investir numa poupança, pois com os rendimentos daria para viajar o Brasil todo. Isso é em parte verdade. Numa família pequena, de casal sem filhos, ou com no máximo um filho, essa conta parece correta. Mas e aquelas famílias à la italiana, que não se largam nem para tomar banho??? Aquelas famílias como a do filme Casamento Grego em que avôs e avós, tios e tias, primos e primas, sobrinho e sobrinhas, filhos e filhas, netos e netas, cachorros, papagaios… todos participam? Daria para reunir facilmente a turma num resort na Bahia? Quanto custaria só o transporte?

E aquelas pessoas que adoooooooram receber os amigos bagunceiros? Que amam latinhas vazias espalhadas por todo o quintal depois da farra do feriadão? E aqueles casos em que o grupo familiar é pequeno (pai, mãe e dois filhos) mas a necessidade de conforto e sossego é maior que a animação de fazer malas e pensar mil estratégias para que não falte nada nas férias? E as pessoas que odeiam sair da rotina? Para elas, desbravar o mundo, enfrentar aeroportos e traslados, bem como todo tipo de surpresas que vêm agregadas ao “pacote de viagem” pareceria muito mais estressante que seguir para a velha e boa casa de praia…

E aquele meu amigo de que falei acima? Ele não poderia manter um imóvel na praia e viajar só de vez em quando para a cidade a fim de tratar dos assuntos profissionais? Será que não daria até para fazer um bom negócio com seu imóvel na capital? Quem sabe alugar? Com toda certeza, para essas pessoas o imóvel na praia é um bom investimento.

É importante destacar também que toda compra deve levar em conta a hora da venda. Por isso, deve-se pensar nos prós e contras do bem escolhido e arrumar alguns compradores (imaginários) para a hora em que se cansar dele (se acontecer).

Outra dica: prepare o imóvel para eventuais locações. Alvenaria nas camas, nos sofás, nas prateleiras e nos armários continuam sendo as melhores opções. Há muitos produtos bacanas que podem ser usados para revestimentos, acabamentos e fechamentos. Prepare os ambientes para a maresia e desgaste do tempo. Use cores claras, alegres e de fácil manutenção. Com criatividade, dá para ter uma casa de veraneio bonita e confortável com baixo investimento.

Fundamental é escolher o imóvel adequado ao seu perfil.Não gosta de cuidar do jardim? Opte por um apartamento. Não quer se aborrecer com manutenção tão cedo? Escolha um imóvel novo ou reformado. Não tem dinheiro para “grande coisa”? Circule na região em que pensa em ter o imóvel e converse com os moradores. Sempre sempre haverá uma boa oportunidade para quem fizer uma boa pesquisa.

E principalmente: não faça negócios “emocionado”! Pare e pense. Faça contas e as confira repetidamente! E se a matemática fechar… faça bom proveito do seu imóvel na praia!!!

Por Arq. Fabio Rocha / Sílvia Rocha

Quando entra má arquitetura o projeto encarece

Para o arquiteto Índio da Costa, houve nos anos 50 um terreno fértil para a arquitetura no sentido de que o tempo técnico para o planejamento do projeto era respeitado. Hoje em dia isso não acontece em 90% dos projetos que ele recebe em seu escritório, que chegam com um briefing muito raso.

A boa arquitetura, para ele, está representada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no MIS, em São Paulo, em que o próprio Índio trabalha em um projeto.

O arquiteto Índio da Costa foi entrevistado por Paulo Markun para o Portal Arquitetura e Urbanismo para Todos, do CAU/BR.

Fonte: CAU/BR.

Arquitetura: as dificuldades da legislação induzem à mediocridade

Índio da Costa dá um exemplo de sua experiência sobre como um arquiteto pode aprender com seu cliente. Em caso de casas residenciais, o arquiteto funciona como um moderador de expectativas e buscador de soluções para essas ambições. Índio passou a observar mais essa subjetividade quando um amigo lhe disse que a casa que ele projetou nada tinha a ver com as casas que desenhava quando criança.

Para ele a verticalização é um processo inevitável devido à rede de economia nas cidades. Entretanto há fatores, um deles a legislação, imputa ao arquiteto uma mediocridade difícil de quebrar no projeto, levando a verticalizações não orgânicas.

O arquiteto Índio da Costa foi entrevistado por Paulo Markun para o Portal Arquitetura e Urbanismo para Todos, do CAU/BR.

Fonte: CAU/BR.

Como funciona o financiamento da casa própria?

Quando uma pessoa compra um imóvel, uma casa ou apartamento novo ou usado pode financiar o pagamento. Os financiamentos são realizados pelos bancos, que pagam ao vendedor do imóvel a quantia que quem compra quer financiar. A partir daí, o comprador deve pagar o banco que quitou sua dívida.

Durante esse período, o imóvel fica ligado à pessoa que fez a compra, mas não pode ser negociado enquanto a dívida com o banco não é paga.

Condições de financiamento
Diversos bancos oferecem financiamentos. O que os diferencia são as condições de pagamento, como as taxas de juros cobradas, a duração dos contratos e quanto do valor do imóvel pode ser financiado.

Depois de escolhido um deles, o primeiro passo é ir até uma agência e conversar com um gerente para iniciar as etapas que permitirão a liberação de dinheiro (crédito).

Documentos
Nesse primeiro momento, será necessário entregar originais e cópias do RG e CPF (do casal, quando for o caso), dos comprovantes de estado civil e de renda (holerites, extratos bancários e declaração completa de imposto de renda do casal, quando for o caso).

Autônomos podem comprovar renda por meio do contrato de prestação de serviços, declaração do Imposto de Renda, declaração do sindicato da categoria, recibo de recebimento por trabalhos prestados ou uma Declaração Comprobatória de Recepção de Rendimentos (Decore), feita por contador.

Além disso, trabalhadores rurais, ambulantes, diaristas, barbeiros, cabeleireiros, doceiras, entre outros que não tenham conta em banco, devem preencher uma ficha de cadastro sob orientação do gerente, que irá informar em cada caso quais são os documentos necessários.

A comprovação de renda do comprador indicará sua capacidade de pagamento das prestações, pois o valor delas não pode ser maior que 30% da renda familiar bruta.

Além disso, também é feita uma análise cadastral, que consiste na verificação de nome no Serasa ou no SPC (Serviço de Proteção ao Crédito). Não havendo problemas, é aprovada a liberação de crédito com um período de validade que varia de acordo com o banco (o dinheiro não é liberado nesse momento).

Avaliação do imóvel
Depois disso, o banco, por meio de uma empresa, engenheiro ou arquiteto, realiza a avaliação do imóvel a ser financiado para confirmar o seu valor.

A partir daí, o banco elabora o contrato e pede que comprador e vendedor assinem o documento. O contrato deve ser registrado em cartório e levado à agência bancária. Depois disso, é liberado o crédito, e o vendedor é pago. Com isso, o comprador começa a pagar as prestações mensais para quitar sua dívida com o banco.

Tipos de financiamento
Os financiamentos para compra de casa ou apartamento novo ou usado podem ser realizados com a utilização de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ou do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Há ainda a opção de financiamento direto com a construtora.

Financiamentos pelo FGTS
O financiamento com a utilização de recursos do FGTS faz parte do Sistema Financeiro de Habitação (SFH). O valor do imóvel e o do financiamento têm limites que variam periodicamente.

Só podem participar pessoas com uma determinada renda familiar máxima, valor que varia de acordo com a região do país.

As taxas de juros cobradas nesse caso também são mais baixas que no SBPE, devendo obedecer a um limite.

Clique nos itens abaixo para ter informações atualizadas:

Financiamentos pelo SBPE
No SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), não há limite de renda. Além disso, quando o valor do imóvel financiado está nos limites do SFH, as taxas de juros não podem ser superiores a 12% ao ano. Quando o financiamento é realizado pelo SBPE, mas fora dos limites do SFH, essas taxas de juros podem ser maiores que 12%.

Clique nos itens a seguir para ver as características do financiamento pelo SBPE:

Construtoras
Os financiamentos feitos diretamente com as construtoras oferecem maior flexibilidade de negociação. Não há imposição de limites sobre os valores financiados, renda ou taxas de juros. Porém, nessa modalidade, existem riscos muito maiores para os compradores.

As empresas podem financiar a construção da casa ou apartamento com algum banco. Nesse caso, o imóvel comprado está hipotecado a esse banco. Isso significa que, se a empresa falir e deixar uma dívida com esta instituição financeira, o consumidor pode perder a casa.

Em alguns casos, o comprador quita o imóvel com a construtora, mas o bem continua hipotecado. Ainda que quitada a dívida, é importante exigir que a construtora tire o imóvel da hipoteca, se for esse o caso.

A comprovação disso, chamada certidão de ônus reais, pode ser obtida em qualquer cartório. Para retirá-la, é preciso informar o endereço da casa ou apartamento. Se a empresa falir, e o banco quiser o imóvel como pagamento, a certidão é o comprovante que o comprador tem para se proteger.

Além disso, a construtora pode falir antes do término da obra e deixar a pessoa que iniciou o financiamento sem imóvel. Por isso, antes de entrar em um financiamento deste tipo, é importante visitar outros empreendimentos da construtora e verificar se ela tem alguma irregularidade com a Justiça.

Quais as diferenças entre os tipos de financiamento?
Dentro do SFH, os bancos não podem cobrar uma taxa de juros superior a 12% ao ano, mas há limites no valor do financiamento. Porém, fora do SFH, podem ser financiados imóveis com valores mais altos.

Nos financiamentos com construtoras, há flexibilidade para negociar. Cabe às empresas definir o valor máximo que será financiado.

O que ocorre quando o consumidor deixa de pagar as prestações antes do término da dívida?
O banco pode entrar com uma ação judicial para ficar com o imóvel, que é leiloado. Esse valor é usado para pagar a dívida da pessoa com o banco e as despesas judiciais que o banco teve. O valor que sobra é devolvido ao consumidor.

Em caso de atraso, os consumidores devem ficar atentos à multa e aos juros cobrados ao mês. A multa paga não pode ser maior que 2% em relação ao total da dívida. Os juros por mês de atraso não podem ultrapassar 1% do total da dívida

Documentos necessários

  • RG (Carteira de Identidade), original e cópia
  • CPF (Cadastro de Pessoa Física), original e cópia
  • Comprovante de estado civil, cópia e original
  • Comprovante de renda, original e cópiaAutônomos podem comprovar renda por meio do contrato de prestação de serviços, declaração do Imposto de Renda, declaração do sindicato da categoria, recibo de recebimento por trabalhos prestados ou uma Declaração Comprobatória de Recepção de Rendimentos (Decore), feita por contador.Além disso, os trabalhadores rurais, ambulantes, diaristas, barbeiros, cabeleireiros, doceiras, entre outros que não tenham conta em banco, devem preencher uma ficha de cadastro sob orientação do gerente, que irá informar quais são os documentos necessários para cada caso.
  • Certidão Conjunta Negativa de Débitos relativos a Tributos Federais e Dívida Ativa da União ou Certidão Conjunta Positiva com Efeito de Negativa de Débitos relativos a Tributos Federais e Dívida Ativa da União, extraídas da Internet no site da Receita Federal

    Dúvidas Caixa Econômica Federal (CEF): 0800-7260101 (de segunda a sexta, exceto feriados nacionais, das 7h às 20h) ou no site

    Defesa do consumidor 

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    Fontes:
    Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip)
    Caixa Econômica Federal (CEF)
    Federação Brasileira dos Bancos (Febraban)
    Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon)

5 erros comuns em projetos arquitetônicos

O que pode dar errado na construção de uma casa? A resposta é aquilo que não foi bem planejado ou que foi ignorado como sendo algo necessário. Veja 5 erros que você deve evitar.

Ao construir casas e apartamentos é preciso elaborar um projeto visando identificar as potencialidades do terreno e suprir as necessidades do futuro morador. Os erros comuns ou nem tanto em projetos de casas e apartamentos podem trazer prejuízos e em muitas vezes levar a pessoa a fazer modificações no imóvel pouco tempo após a sua construção. Veja uma lista de 5 erros que você dever evitar.

Não considerar o sol
O sol é fundamental para a estratégia de construção de uma casa. O sol da manhã é útil para área de serviço como lavanderia, o sol da tarde deve ser evitado para paredes de quartos. Como o sol impactará sua casa? Não considerar isso é um erro que precisa ser evitado.

Não considerar a ventilação
Ventilação refresca o ambiente e nos leva a consumir menos energia elétrica com ventiladores ou ar condicionado. Na antiga casa que eu morava não havia ventilação e em muitos dias os ventiladores ficavam ligados praticamente diretos e o ar condicionado era muito usado. Hoje resolvi isso na casa que construí. Não ignore a questão da ventilação em casa.

Pecar na iluminação
Iluminação é outro item de grande importância. A mesma casa que eu citei acima, além de problema de ventilação também tinha de iluminação e na sala a lâmpada tinha de ficar acesa durante o dia para ajudar. Há lugares que há excesso de iluminação, mas o ideal é pensar em equilíbrio.

Não considerar a necessidade de conduites separados: energia e comunicação
Conduites para passar os fios de energia elétrica não podem ser os mesmos para passar cabos de comunicação, como internet. Telefone, TV a Cabo, entre outros. Errar aqui poderá significar ter de quebrar a parede depois da casa pronta. Deixe conduites separados para evitar dor de cabeça depois.

Ter pressa
A pressa é inimiga da perfeição, diz um antigo ditado e é mesmo. Ter pressa n elaboração do projeto poderá gerar problemas de um projeto incompleto e falho. Isto poderá trazer prejuízos no futuro e dores de cabeça depois que a casa estiver pronta.

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