A construção civil e a acessibilidade

Todos nós temos o direito de ir e vir. Todos nós temos o direito à acessibilidade. 

Ha algumas décadas atrás qualquer que fosse o projeto de alguma construção nem se cogitava incluir no projeto questões de acessibilidade como por exemplo para pessoas com deficiência locomotiva e visual e também para idosos, mas hoje isso já está incluso em vários projetos públicos.


Hoje já podemos citar questões de acessibilidade que já estão sendo tratadas, tais como: rampas para cadeirantes, banheiros com corrimão e piso antiderrapantes para idosos, mas isso ainda é pouco. 

Circular pelas ruas da maioria das cidades do nosso país ainda é um perigo e uma tarefa muito difícil para pessoas com deficiência, quer essa deficiência seja visual ou locomotiva. Temos calçadas esburacadas que nem mesmo idosos que não tenham falta de visão e que podem usar suas pernas, podem trafegar tranquilamente e sem nenhum problema. 

Existe um artigo na Constituição Federal que assegura qualquer pessoa, tendo ela deficiência ou não ou tendo ela limitações de qualquer natureza, o direito de chegar facilmente a qualquer lugar. 

Isso inclui que todos podem caminhar pelas calçadas públicas sem encontrar buracos, desníveis, bueiros destampados e pisos escorregadios, entre outras coisas que impossibilitam um simples trajeto em via pública. Mas não é isso o que vemos em nossas ruas. 

Infelizmente ainda existem também prédios que não possuem rampa de acesso ou elevadores, mas na maioria dos casos são construções antigas, e mesmo nessas construções, em algumas já foram feitas reformas que possibilitam o acesso de TODAS as pessoas. 

Que possamos como cidadãos, engenheiros ou futuros arquitetos pensar sempre em promover a acessibilidade a todos, pois todos nós envelheceremos e estamos propícios a tragédias que nos limite de alguma forma. 

Construções de médio e alto padrão em alta

A instabilidade no setor da construção civil criada pelo período de mudança de governo, em que projetos como o Minha Casa Minha Vida são afetados, não é unânime. Para quem atua no mercado, está claro que empreendimentos populares podem até sentir uma queda no nível de construções, mas os empreendimentos de médio e alto padrão continuam com bons projetos e com o ritmo intenso na construção de novos empreendimentos. A Metro Modular e a Embraplan Engenharia, empresas que atuam fortemente no setor, falaram um pouco sobre a situação do mercado na visão de cada uma delas.

A Metro Modular, empresa especializada na fabricação de formas com resina de engenheira para paredes de concreto moldadas in-loco, disse que tem visto cada vez mais o aumento na demanda de empresas focadas em empreendimentos de médio e alto padrão por seu sistema construtivo. “Nossas formas já são amplamente utilizadas em obras populares e com muito sucesso e, devido às vantagens que esse sistema oferece, passaram a ser bastante utilizadas em obras de médio e alto padrão pelo fato de garantir agilidade e qualidade final”, comentou Edenilson Rivabene, gerente de planejamento da empresa.

Para a Embraplan Engenharia, empresa com escritórios nas cidades de São Paulo e Piracicaba e que é especializada na construção de empreendimentos residenciais e comerciais de alto e médio padrão, 2014 também não é considerado um ano ruim. Na verdade, representa uma seleção de empresas especializadas e sólidas no mercado. “Esse será um ano de ajustes no mercado, em que as empresas sólidas e especializadas no setor não terão dificuldade de se manter com bons ganhos”, avalia Jorge Luiz Provenzano Filho, coordenador de vendas da empresa.

Para a Metro Modular, além do mercado em expansão, o fato da empresa investir constantemente no aperfeiçoamento do produto é um dos fatores que tem mantido elevada a demanda por seu produto. Recentemente a empresa aperfeiçoou o sistema para garantir ainda mais agilidade e qualidade das obras que utilizam suas formas. “Desde o início, a Metro Modular teve a postura de se preocupar com a qualidade de seus produtos e o aperfeiçoamento desse sistema busca melhorar ainda mais a qualidade das nossas formas”, afirmou o gerente de planejamento da Metro Modular.

Rivabene explica que para construir os painéis para paredes de concreto, a empresa possuía 96 tipos de formas diferentes. “Tínhamos 6 modelos que apresentavam 16 opções de encaixe cada. Por isso, passamos a adotar o encaixe manual para compor o painel, então, todos os lados da forma podem ser encaixados reduzindo de 16 opções de encaixe para uma opção para cada modelo. Mudando esse sistema, facilitamos muito outras obras e as representações e montagem dos protótipos, pois tiramos dependência de equipamentos como a prensa e até mesmo o conhecimento que os montadores precisaram ter para montar 96 tipo, viabilizando a utilização de pessoas que não são especializadas, e isso abre um leque de mercado bem diferente ”, comenta.

O gerente de planejamento da Metro Modular explica que por meio de uma resina de alto desempenho e flexibilidade, a forma da Metro Modular tem peso reduzido e alto índice de reutilização, é ideal para estruturas de concreto como pilares, vigas, paredes e lajes, que exigem precisão, leveza, resistência e produtividade no andamento da obra. Com elevada resistência mecânica e à impactos, intempéries e manuseio em canteiros de obra, elas são consideradas uma alternativa ao uso da madeira e ao alumínio no processo da construção civil. “Como as formas são produzidas com resinas, elas podem ser utilizadas inúmeras vezes em outras construções, se adequando a diferentes projetos, tendo suas dimensões alteradas e moduladas para qualquer medida. Vale lembrar que a resina utilizada em nossas formas foram desenvolvidas especialmente para serem utilizadas no concreto”, diz.

Provenzano Filho, da Embraplan Engenharia, disse que o ano de 2013 foi extremamente positivo, especialmente com o lançamento do Mirage Residence, um edifício de médio padrão na cidade de Piracicaba. “O empreendimento foi lançado em novembro de 2013 e já estava com 90% das unidades vendidas antes mesmo do fim ano”, afirma Provenzano Filho.

Isso é explicado pela boa situação que o setor da construção civil vive em Piracicaba, gerado pelo crescimento econômico da cidade e pela geração de novos empregos na região. “O potencial de valorização dos imóveis em Piracicaba é muito grande, tendo em vista que em cidades com o mesmo porte, o valor do metro quadrado é mais caro. Acredito que esses fatores são os principais pontos positivos para o mercado. Sem dúvidas, investir em imóveis em Piracicaba é uma excelente decisão”, comenta o diretor de vendas da Embraplan, que está lançado outro empreendimento residencial na cidade neste ano.

O momento para a Metro Modular, que loca e vende suas formas, é tão positivo que devido à boa procura grande parte das formas disponíveis para locação estão distribuídas em canteiros de obras espalhados pelo país. “Por isso, a opção de venda tem sido atrativa, especialmente com a opção de adquiri-las através do financiamento pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que facilita ainda mais compra, já que a entidade oferece juros muitos baixos”, comenta Rivabene.

Fonte: R7

Administração de obra. O que você precisa saber

A administração de uma obra é uma das etapas de maior importância na construção civil, geralmente ela é feita por um engenheiro, arquiteto ou um gerente de projetos que fica responsável por desenvolver o projeto e também por acompanhar a execução e garantir que o resultado final esteja de acordo como projetado inicialmente. Existem casos em que não há acompanhamento tão próximo do arquiteto ou engenheiro e acaba ficando por sua conta mesmo de estar diariamente na obra e fazer o acompanhamento do processo de execução, consumo de materiais e outros detalhes.

Se este for o seu caso de você estiver acompanhando o processo de construção da sua casa, gostaríamos de dar algumas dicas que consideramos importante para ajudar no processo de acompanhamento e administração da obra.

Acompanhe de perto
Não seja um administrador ausente, acompanhe de perto e se possível fique o maior tempo possível na obra para observar o trabalho dos construtores, recepcionar materiais de construção, fazer a devida conferência dos mesmos, fiscalizar o processo de estocagem desses materiais, bem como a administração do consumo adequado deles.

Antecipe certas ações
Mão de Obra da construção civil, tem o hábito de solicitar material em cima da hora, em muitas ocasiões estes ligavam pedindo cimento, quando este já tinha terminado.Então o importante é você antecipar certas ações e avaliar o que será preciso para o dia seguinte ou semana seguinte, tanto material ou serviços agregados que precisaram estar ali. Faça um cronograma.

Faça um checklist
O ideal é você fazer um checklist ou uma lista de checagem de tudo que precisa ser comprado, observado e discutido com os construtores. Mantenha esta lista sempre atualizada e vá marcando aquilo que já foi resolvido. Esta é uma boa estratégia para você não deixar nada de fora que e ter um controle dos processos de construção e administração da obra.

Seja criterioso na avaliação
Seja criterioso na sua administração, não só no que diz respeito à construção em si, mas também em outros aspectos como respeito à legislação e outros itens ligados a certas burocracias. Alguns exemplos são:

  • Não colocar material de construção na calçada;
  • Não usar a rua para fazer massa ou outros usos. Se eventualmente for usado, lavar imediatamente ao uso;
  • Cuidados com horários e ruídos excessivos e desnecessários;
  • Entre outros.

Entretanto, o ideal é contratar um empresa especilizada, que no fim das contas irá economizar o seu tempo e o seu dinheiro. Dicas Onduline

Como armazenar a água da chuva

Muitas vezes, o conceito de sustentabilidade está ligado ao aproveitamento de recursos naturais, como a água, por exemplo. Ao invés de usar a mangueira para lavar o carro ou o quintal, que tal reutilizar a água da chuva?

Esse procedimento, que já se tornou comum em algumas casas e apartamentos, é uma forma de evitar o desperdício de água, ajudar o meio ambiente e ainda economizar na conta!

Para captar essa água é preciso construir um sistema de filtragem e armazenamento. Ele é feito com a instalação de um conjunto de calhas no telhado, que direcionam o líquido para um tanque subterrâneo ou cisterna, onde ela será armazenada. Além disso, é preciso instalar um filtro, que irá retirar as folhas e outros detritos, e uma bomba, para levar o líquido a uma caixa d’água elevada separada da caixa de água potável.

Ainda que não seja própria para beber, tomar banho ou cozinhar, a água de chuva pode ser utilizada de várias formas em uma residência, como em descargas de banheiros; regar o jardim e a horta; na lavagem de carros e pátios; em condomínios onde há espaço para lazer, entre outras atividades.

Esse armazenamento pode gerar uma economia nos gastos domésticos que representa cerca de 50% do consumo de água nas cidades. Para isso, no entanto, é preciso alterar as tubulações já existentes e construir um sistema paralelo ao da água potável.

O sistema de aproveitamento de água de chuva pode ser instalado em casas e prédios já construídos ou ainda em obras. Nos edifícios prontos, o reaproveitamento será para as áreas comuns, já que o custo de criar uma rede paralela em cada apartamento tem um custo muito alto.
Construir esse sistema em uma obra já finalizada realmente é um processo trabalhoso, porém é importante que cada vez mais, todos tenham a consciência da importância desse procedimento em novas residências. O processo de conscientização começa com pequenos passos, como a informação, por exemplo, para depois se tornarem pequenas ações sustentáveis.

Dicas Onduline

Como começar a construção de uma casa

A construção de uma casa é um processo complexo, especialmente para os leigos no assunto, que invariavelmente se deparam com situações inesperadas. Mas como tudo na vida, temos de “começar pelo começo”, assim, pretendemos oferecer abaixo algumas dicas de como iniciar a construção de uma casa ou quais os passos necessários para dar início ao projeto.

Terreno
A primeira coisa a considerar é o terreno, ele é uma espécie de norteador do projeto de construção da casa, já que suas características como tamanho, desnível, proporções, localização, tipo de solo, entre outros são fundamentais para a análise do que poderá ser feito e como isto deverá ser feito. Se você já tem o terreno essa análise deverá ser feita a partir dele, se não tem é necessário ficar de olho em tudo isso no momento da compra.

Outro aspecto importante é a preparação do terreno como a terraplenagem visando nivelar o solo para iniciar a construção. Há casos em que há a necessidade de tirar terra e em outros fazer o aterramento. Esta tarefa pode ser realizada mesmo antes de iniciar o projeto da casa em si ou pode ser parte do projeto.

Projeto
O projeto é a etapa onde você deverá esboçar o desenho da casa, considerando a quantidade de cômodos desejado, os pavimentos, etc. Feito isso você deve contratar um arquiteto que irá elaborar o projeto como um todo levando em consideração o esboço onde você descreve suas necessidades. Detalhe: muitos arquitetos podem não gostar muito de você fazer um esboço do desenho da casa, mas eu acredito que isso pode ajudar a você transmitir em forma de desenho as suas necessidades.

Arquiteto ou engenheiro? Na verdade você vai precisar dos dois. O recomendado é você contratar um arquiteto que cuidará de todo o projeto e encaminhará para o engenheiro a parte de compete a este.

Documentação
A documentação necessária envolve a escritura e o registro do terreno, caso você não a tenha ainda. Depois o próprio arquiteto ou o engenheiro irá providenciar junto a prefeitura a autorização para a construção mediante a análise do projeto e posteriormente após o término da obra o habite-se, que é uma autorização para ocupação do imóvel.

Mão de obra
Terreno ok, projeto ok, documentação ok, então é hora de colocar a mão na massa, ou melhor, contratar alguém para fazer isso. A mão de obra necessária para a construção dependerá do projeto, ou seja, você poderá contratar um construtor particular, também conhecido como pedreiro ou uma empresa construtora. Geralmente o primeiro caso é mais indicado para obras pequenas como casas simples, as construtoras cobram mais caro, mas conseguem executar a obra de maneira mais rápida e com gerenciamento total da construção.