A importância do projeto na construção civil

Ivan Mendes, nosso gerente projetos concedeu uma entrevista esclarecedora ao programa A Arte de Fazer Amigos ao apresentador Alexandre Rodrigues em Curitiba. Confira e saiba mais sobre a arte de construir e os perigos do jeitinho brasileiro na obra.

O jeitinho brasileiro é um problema crônico da sociedade.

O Brasil é o país do “jeitinho.” Somos famosos mundialmente por “dar um jeitinho para tudo” e pela nossa malandragem. O potencial brasileiro para a improvisação e para a criatividade, características centrais do jeitinho, é ao mesmo tempo algo que podemos sentir orgulho e vergonha, pois ao mesmo tempo que o jeitinho se refere a uma habilidade refinada para a resolução criativa de problemas, também se refere à nossa capacidade engenhosa de agir corruptamente para obter benefícios pessoais de maneira criativa.

Nas sociedades chinesas, é comum se observar um construto cultural semelhante ao jeitinho, o guanxi. O guanxi também é uma estratégia usada cotidianamente para a resolução de problemas, mas se diferencia do jeitinho em diversos aspectos, principalmente porque o jeitinho não envolve relações previamente existentes entre as pessoas ou a ação de qualquer mecanismo de reciprocidade, como é o caso do guanxi.

O jeitinho pode ser entendido como um tipo de ação visando obter benefício próprio ou a resolução de um problema prático, fazendo uso de criatividade, cordialidade, engano e outros processos sociais . Tanto na antropologia quanto na sociologia, o fenômeno do jeitinho brasileiro têm sido muito estudado e enfatizado como um aspecto central da identidade cultural brasileira. O símbolo do malandro, ilustrado pelo personagem de desenho Zé Carioca, captura a essência deste modo flexível, porém muitas vezes prejudicial a terceiros, de navegar socialmente.

Um problema enfrentado nas áreas que tradicionalmente estudam o jeitinho é no seu próprio significado, pois diversas definições costumaram capturar diferentes aspectos do jeitinho sem fazer referência aos outros aspectos. Foi visando compreender de maneira mais sistemática o jeitinho brasileiro que um grupo de pesquisadores, incluindo vários brasileiros, publicou este ano um artigo no Personality and Social Psychology Bulletin.

O que os pesquisadores encontraram nesta pesquisa foi que o jeitinho brasileiro, embora tenha sido tratado como um conceito unitário e coerente por boa parte da literatura em antropologia, sociologia e ciência política, se caracteriza como um fenômeno mais complexo e multifacetado, possuindo diferentes dimensões. A partir da aplicação de questionários descrevendo situações típicas de jeitinho brasileiro, eles identificaram três principais dimensões: a criatividade, a corrupção e a quebra de normais sociais. A criatividade está relacionada à resolução criativa e inovadora de problemas sem violar normas sociais. Representando situações nas quais a resolução de problemas se dá por meios ilícitos, identificou-se a dimensão de corrupção. Por último, a quebra de normas sociais representa o uso do jeitinho para burlar normas sociais que dificultam a resolução de um problema.

A separação destas três dimensões é útil na medida em que estas dimensões se relacionam de maneira diferenciada com outras variáveis psicológicas, e este foi um aspecto investigado em um dos estudos da pesquisa. Este segundo estudo avaliou a relação entre o jeitinho e outras variáveis psicológicas conhecidas, como a orientação de dominância social, as atitudes morais e a percepção subjetiva e intersubjetiva de normais sociais. A relação entre moralidade e jeitinho é especialmente curiosa, pois alguns autores afirmam que a prática generalizada do jeitinho cria condições para o estabelecimento de um clima de cinismo e delinquência para julgar moralmente as ações dos outros, além de modificar a maneira como atos morais são julgados pelas pessoas. Nessa linha pensamento, os atos passariam a ser mais julgados comparativamente a outros atos morais severos, e sendo menos julgados por si mesmos.

Ou seja, a prática do jeitinho nos encaminharia, ao longo do tempo, a julgar ações como estacionar em local proibido, furar uma fila e até mudar um projeto em plena execução, como menos erradas ou merecedoras de punição do que as ações de políticos corruptos, por exemplo, obtendo assim uma “justificativa” para ações individuais que seriam muito mais amenas.

Em suma, a partir dos dados desta pesquisa, o conceito de jeitinho brasileiro pode ser compreendido de maneira mais clara e abrangente como uma estratégia geral de resolução de problemas, gerados a partir de hierarquias e instituições ineficientes, que envolve a criatividade, a corrupção ou a quebra de normas sociais, comumente visando um benefício pessoal. Os dados desta pesquisa apoiam a tese de que o jeitinho é um construto cultural particular e complexo que se diferencia em aspectos cruciais de outros construtos, como o guanxi, por exemplo. Ao mesmo tempo que o jeitinho tem um caráter altamente adaptativo, pois se refere à flexibilidade cognitiva dos indivíduos na resolução de problemas, ele também mostra o lado escuro da nossa criatividade para obter recursos de maneira ilícita – que o digam as cuecas dos políticos envolvidos no mensalão. A propósito, outro trabalho recente investigou este “lado escuro” da criatividade, mas isso é uma história para outro dia!

Texto http://scienceblogs.com.br/

Uma impressora 3D que pode construir

O mercado de impressão 3D não para de crescer e uma nova tecnologia que vem sendo pesquisada na University of Southern California, nos EUA, promete mudar o mundo usando este conceito. Trata-se da impressão do “Contour Crafting”, que seria capaz de imprimir casas de 230 metros quadrados em apenas um dia.

Para funcionar, ela utiliza um robô gigante, que se move por trilhos colocados nas laterais do que será a casa depois de pronta. Este robô substitui as ferramentas manuais e o trabalho braçal. Em seguida, ele cria camadas de concreto para criar paredes vazias e em seguida as preenche com mais concreto. A mão de obra humana ficaria responsável por colocar portas e janelas na casa construída.

Os projetos podem ser criados pelo computador em um programa específico de modelagem e a expectativa é que a tecnologia possa criar “bairros inteiros, construídos por uma fração do custo e do tempo, com muito mais segurança e flexibilidade arquitetural sem precedentes”. A modelagem permite que cada casa seja diferente.

De acordo com os pesquisadores, as estruturas são ainda mais fortes do que os métodos tradicionais de construção. Nos testes, as paredes resistiram 10 mil libras por polegada quadrada, enquanto a média para uma parede normal é de 3 mil libras por polegada quadrada.

“Construção é um trabalho perigoso, mais do que mineração e agricultura. Isso mata 10 mil pessoas por ano”, lembra Behrokh Khoshnevis, responsável pelo robô, apontando que as pessoas deveriam realizar trabalhos que ofereçam menos riscos às suas vidas.

A tecnologia ainda está em fase de desenvolvimento e não há previsão de quando ela poderia chegar ao mercado.

(Fonte: olhardigital.uol.com.br)

Energia solar e o uso de produtos ecológicos em casa

Produtos ecologicamente corretos estão na moda e a um apelo internacional muito forte para o uso desses produtos seja na indústria, no campo, nas cidades e porque não dizer na construção civil. Energia solar como fonte energética alternativa, sistema de reaproveitamento de água, telhado verde, cor branca, telhas e mantas térmicas, entre outros engrossam a lista de produtos que atendem melhor a questão da sustentabilidade.

Energia Solar
A energia solar para aquecimento da água do chuveiro talvez seja a forma mais conhecida e já bastante difundida no uso de produtos ecológicos. A vantagem deste uso é que o chuveiro é um dos vilões do consumo de energia e ao evitar a energia elétrica para seu uso a contribuição energética é grande. A energia solar, por ser renovável e não poluente é uma das grandes apostas para geração e fornecimento de energia para as residências.

Telhado verde, telhas brancas e manta térmica
Outras apostas que vem ganhando destaques são os telhados ecológicos como é o caso dos telhados verdes (veja o vídeo abaixo) e também o uso de talhas brancas ou a manta térmica em baixo do telhado. A cor branca reflete os raios solares, assim como a manta térmica de alumínio e com isso a casa fica mais fresca e evitar o uso de ar condicionado, por exemplo, sem contar que é mais confortável.

Reaproveitamento de água
Um sistema de reaproveitamento da água da chuva, por exemplo, é um ótimo exemplo de economia de água, pois esta água reaproveitada poderá ser usada para vários fins, como lavar quintal, calçadas, regrar plantas e outros fins.

Áreas verdes
Por fim destaco ainda as áreas verdes que acabaram sumindo de muitas cidades. Hoje em muitos municípios há lei para garantir um espaço mínimo nas construções de área verde a fim de melhorar um pouco a triste realidade da enorme selva de concreto que tornaram nossas cidades.

Sistema construtivo com Painel Wall Eternit

A melhoria da produtividade é um fator importante para atender o crescente déficit habitacional brasileiro. Além disso, a indústria da construção civil ocupa uma posição estratégica no desenvolvimento do país, devido à sua importância econômica e social.
Como construir mais rápido, gastando menos dinheiro e, mesmo assim, manter a qualidade das construções? A grande procura por imóveis estão levando as construtoras a adotar o conceito da racionalização no canteiro de obras, optando por novas técnicas que garantam a conclusão das obras em menor tempo e com economia de gastos.

E como desenvolver a construção, visando equalizar velocidade, com racionalidade, e respeitando um objetivo que atualmente é fundamental, o respeito ao meio ambiente, considerando-se que se de um lado a construção civil contribui com 7,3% do PIB nacional, e é uma das áreas que mais gera emprego na atualidade, de outro lado responde por um passivo indesejável: 60% da geração de resíduos sólidos e o consumo de 15% a 50% dos recursos naturais, segundo o Ministério das Cidades, são originados em seus canteiros de obras, a maioria ainda de alvenaria.

Neste cenário, o uso de sistemas construtivos industrializados tem se firmado cada vez mais, em obras que necessitam de velocidade de execução, sem perder de vista a preocupação com o meio ambiente.

Um exemplo prático dessa tendência : o cenário geral do Big Brother Brasil, da Rede Globo no Projac – Rio de Janeiro

A Rede Globo optou em fazer no Projac, Rio de Janeiro, o cenário geral do Big Brother Brasil, utilizando um Sistema Construtivo visando fatores importantes como a resistência dos materiais, tempo de execução, qualidade dos produtos empregados, aceitação de diferentes tipos de acabamentos, isolamento acústico, térmico, bem como o possível total reaproveitamento dos materiais em outros projetos futuros. Todos estes fatores ponderados e somados, deveriam chegar em um resultado final de custo/beneficio altamente compensador em termos econômicos/ financeiros.

Dentro dessa linha, ficou definido a construção do projeto em Estrutura Metálica e Painel Wall Eternit.
O fornecimento dos materiais, com respectiva montagem da residência bem como os vários acabamentos finais que o Painel Wall Eternit aceita, ocorreram em 40 dias.

Todas as divisórias de ambientes, laje, teto, mezanino técnico, paredes acústica, duplas (com miolo de lã de rocha) e todo o fechamento do perímetro da casa que forma o corredor técnico operacional, permitindo o abastecimento, manutenção, bem como o fundamental deste projeto, a instalação dos equipamentos de filmagem em várias posições, foram executados em Painel Wall Eternit.

O Painel Wall Eternit é composto de miolo de madeira maciça, laminada ou sarrafeada, contraplacado em ambas as faces por lâminas de madeira e externamente por placas cimentícias em CRFS (Cimento Reforçado com Fio Sintético) prensadas. O processo de industrialização dos painéis constitui-se da prensagem especial dos componentes a alta temperatura, resultando em um produto de características técnicas de comprovada qualidade.

Vantagens
- Alta resistência a impactos;
- Isolante térmico;
- Isolante acústico;
- Estanqueidade a água;
- Bom comportamento ao fogo;
- Permite o apoio da estrutura da cobertura em seu topo;
- Rápida montagem e desmontagem;
- Total reaproveitamento em caso de remanejamento;
- Aceita qualquer tipo de revestimento;
- Produto acabado de fácil manutenção;
- Não gera entulho.

Fonte: Fórum da Construção

Construir pensando em vender

Saiba quais são as principais características que um imóvel para venda deve ter para ser comercializado facilmente.

Quanto à planta, Afonso Celso diz que não há mais justificativa para construir quartos sem banheiro privativo. “A economia não compensa.” Suítes e espaços de estar bem integrados, graças aos vãos livres cada vez maiores – permitidos pela tecnologia atual – são características dos imóveis com boa aceitação.

O arquiteto Welton Nahas Curi diz que é preferível construir um sobrado a uma casa toda térrea. “O sobrado tem uma arquitetura mais inteligente, preserva a intimidade. É a opção atual de 95% das pessoas que procuram casas”, afirma.Welton apostou em diferenciação das fachadas para garantir boa aceitação a sete casas em um condomínio que tinham exatamente a mesma planta. “A parte externa da casa, com seu jogo de telhados e texturas, é o que valoriza o belo e esconde o imperfeito”, diz. Outro fator importante é a garagem. Um bom cálculo é o de 1,5 vagas por quartos e, se for possível, vagas para visitantes.

Na prática
Como não há um cliente cujo perfil possa ser analisado, o arquiteto precisa definir um tipo de público e pesquisar quais são as preferências desses potenciais consumidores. Foi o que fez a arquiteta Graça Gargantini ao projetar duas residências em Campinas (SP).

Em um condomínio de perfil familiar, priorizou as áreas de convívio social, como espaço gourmet, piscina e home theater. E apostou na diferenciação da fachada. “As pessoas enjoaram das casas de condomínio com estilo norteamericano, cansaram de casas corporativas. Optei por um estilo mais brasileiro, de forma sutil”, diz. Entenda-se: itens como o telhado de quatro águas e colunas arredondadas saíram de cena para dar lugar a um quê de anos 70 no Brasil, com telhado em duas águas e tijolinhos à vista. Outro projeto da arquiteta, na mesma cidade, teve como foco casais sem filhos ou com filhos que já saíram de casa, perfis cada vez mais comuns. O terreno – em um condomínio de alto padrão com vista deslumbrante – tem 850 m² e a casa, apenas 150 m². É espaço mais que suficiente para acomodar a suíte de bom tamanho, área gourmet, varanda com ofurô e outras facilidades contemporâneas, além de espaços reversíveis que podem ser transformados em dois quartos extras, escritório, área de fitness, etc. O destaque é o design: solta no terreno, a casa tem apenas quatro pilares.

Os exemplos de Graça Gargantini evidenciam também a importância da localização na hora de vender uma casa. É indispensável que ela seja adequada ao seu entorno para ter um bom valor de mercado. Conhecer a Lei de Zoneamento da cidade para ter em mente as características urbanas de cada bairro – se indústrias nos arredores são permitidas – ajuda bastante. Uma casa em uma rua estritamente residencial, mas que fique bem perto de corredores de comércio e serviços, por exemplo, é muito valorizada.

Custo
O metro quadrado de uma casa de alto padrão custa, em média, entre R$ 2,5 mil e R$ 3,5 mil para ser construído. Se a edificação for assobradada, esse valor varia entre R$ 1.600 e R$ 1.800 por metro quadrado construído. A casa popular custa menos da metade: entre R$ 800 e R$ 980. Segundo os arquitetos, o lucro da venda de um imóvel pronto fica entre 20% e 30% do valor gasto na construção. É importante ter em mente que o item mais caro quase sempre é o terreno: ele responde por 35% a 40% do investimento, mas pode chegar a 50%.

Por fim, antes de colocar a casa à venda, é importante ter a documentação completa em mãos. Sem o alvará, o INSS da construção e o Habite-se, o negócio não pode ser levado adiante.
Texto: M.N.Nunes