Serviço de pedreiro e mestre de obra tem garantias?

Quando você compra um automóvel novo tem a garantia de que o carro irá funcionar como foi projetado para tal e caso algum problema aconteça dentro de um determinado período a concessionária realizará todos os reparos necessários. O mesmo acontece com produtos eletrônicos, eletrodomésticos, entre tantos outros tipos de produtos e serviços que são amplamente assistidos por garantia que pode variar de alguns meses a alguns anos. Mas quando você faz uma casa, será que o pedreiro ou o mestre de obras dá garantia do serviço que executou?

Pedreiro dá garantia?
Eu fiz essa pergunta para o pedreiro que construiu a minha casa já nos momentos finais da construção na mesma e para minha surpresa a resposta foi não. Segundo a versão dele não há necessidade desse tipo de garantia uma vez que depois de pronta a casa ira funcionar bem. Fiquei pensando no momento até que ponto este pensamento estaria correto é porque eu não pensei nisso antes de contratá-lo para executar a obra da minha casa. Mas enfim, este é apenas mais um dos erros que um inexperiente como eu estava cometendo na construção da casa.

Responsabilidade do arquiteto ou pedreiro?
Eu sei que na verdade a responsabilidade técnica da obra é do engenheiro ou arquiteto e não do pedreiro ou mestre de obras, mas não estou falando de problemas graves estruturais, por exemplo. O tipos de garantia que eu me referia era de problemas relacionados à erro de execução como vazamentos, piso que se solta, portas mal colocadas, vazamento no telhado, entre outros detalhes que não são questões pra ser levada a um resposável técnico e sim o pedreiro que construiu.

Problemas após a mudança
Logo que mudei para casa percebi que havia um barulho muito forte na laje e depois de algumas observações constatei que isso ocorria quando está passando água pelo cano para encher a caixa. Como o cano provavelmente está solto em cima da laje, ele vibra muito e provoca ruído relativamente alto. Procurei o pedreiro comentei o problema a ele, que aparentemente ignorou, pois já faz vários dias desses comentários e até hoje ele não apareceu para olhar. Portanto a falta de garantia do serviço executado na construção civil é um problema bastante sério e eu recomendaria muito você conversar isso com o seu construtor antes para evitar o que aconteceu comigo.

Fonte: Casa Dicas

As 10 regras básicas da Casa de Praia

Com o início do verão, chega também a vontade (ou tentação) de ter uma casa de veraneio para curtir ao máximo o trio imbatível ‘sol, areia, mar’. Abaixo transcreveremos os 10 MANDAMENTOS para quem vai construir e mobiliar uma:

1 – ILUMINAÇÃO e VENTILAÇÃO
A casa deve possuir amplos vãos de esquadrias para maior captação da luz natural e, de preferência, ventilação cruzada – onde apenas ventiladores de teto possam solucionar o calor na maior parte do tempo. Portas de correr com peitoril de vidro (no segundo pavimento) são preferíveis às janelas, se existir uma bela vista indevassável. Permita que o forro acompanhe o pé-direito para melhorar a aeração, evitando a laje plana. Opte por cores claras que reflitam a luz.

Se a casa não tiver um caseiro que possa abrir as janelas para arejá-la na ausência dos proprietários, o melhor seria que as esquadrias possuíssem no alto uma báscula permanente para aeração. Não se esqueça de prever ventilação nos armários (contra mofo). Closets são boas soluções (inclusive para rouparia, louças, despensa) por possuírem um espaço interno mais amplo e apenas uma porta, que pode ser desenhada com réguas vazadas.

2 – INTEGRAÇÃO INTERIOR x EXTERIOR
Total integração interior x exterior da área social. Se for possível, também na área íntima.

3 – REVESTIMENTOS
Gosto do piso frio em toda a residência (observem todos os cômodos com o mesmo piso desta casa em Rio das Ostras), para o conforto da circulação pós-banho do mar: placas cimentícias, pedras e cerâmicas. Estas sofreram enorme evolução tecnológica e hoje surgem com dimensões generosas, espessura slim e acabamentos diferenciados como linho ou madeira.

Em algumas paredes, cores alegres substituem quadros ou esculturas, que devem ser grandes e poucos. Mapas náuticos da região são referências simpáticas.

4 – ESQUADRIAS
Dê preferência às esquadrias quase totalmente de vidro. Se for uma área com muita chuva e vento aí estruture em alumínio (com pintura eletrostática branca), pois vedará melhor.

Já as lindas esquadrias de madeira, terão que ser (re)envernizadas a cada 3 a 5 anos com verniz naval. Bons vernizes protegem da chuva por décadas, mas não do sol.

5 – MOBILIÁRIO
O melhor seria já adquirir móveis práticos – nada de ferro, cromados, tecidos que não sejam impermeáveis. Atualmente existe uma vasta linha, sem brilho, difícil de distinguir dos demais, inclusive courinos substituindo couros. O mesmo acontece com o mobiliário de fibra sintética, hoje uma realidade híbrida nos interiores, com belo design.

Uma vez que a casa de praia costuma receber muitas visitas e estar sempre cheia, decore com móveis leves e de fácil manutenção e limpeza. Poucos móveis que deixem o espaço respirar é essencial. Um bom truque para casas pequenas é embutir pufes sob mesas de centro, bancadas ou estantes e na hora das visitas, espalhar. (Outras idéias para pequenas residências vocês encontram em Móveis compactos e multifuncionais)
A mesa de refeições externa pode ter base de concreto para não voar. Já as cadeiras devem ser leves em plástico, empilháveis, numa gama de cores opacas ou translúcidas.

6 – MANUTENÇÃO
O projeto da casa já deve ser pensado para não exigir muita manutenção (como medicina preventiva): amplos beirais para proteger paredes externas da chuva ou do sol; execute um embasamento de cimento ou pedras para que a chuva não respingue na parede; cerâmicas são revestimentos de fácil manutenção, mas não as utilize com muito polimento para não escorregar e você ter que entrar em manutenção.

Colocar uma ducha externa para retirar areia do corpo antes de entrar em casa é indispensável para a limpeza.

7 – PRATICIDADE
Posicionar a cozinha com interligação para uma grande mesa de refeições, e, se possível, também para uma área externa com entrada independente da casa será muito útil, pois o vai e vem de pessoas atrás de uma água, birita ou pastelzinho é ainda maior neste tipo de residência.

9 – ÁREAS EXTERNAS
Projetar varandas generosas com redes, decks com ombrelones ou ainda pérgula com mesa para refeições externas é indispensável. As plantas ao redor dão aconchego e amenizam o calor. Mas lembre-se que devem que ser muito resistentes ao sol e não necessitarem de tanta água (principalmente se não existir um caseiro que mantenha a rega diária).

10 – PISCINA
Em pátios internos, a presença de ofurôs ou hidromassagens fazem a festa para quem não curte água fria. Se o terreno permitir, uma piscina integrada à casa que também possa ser utilizada à noite será apenas o máximo!

Por Arq. Ignez Ferraz

Construir uma casa térrea ou sobrado?

Diante da falta de espaço cada vez maior para construção, muitos têm buscado alternativas para cima, já que neste sentido o céu é o limite, vemos isso na verticalização de muitas cidades, mas também pode ser observado em pequena escala nas construções de sobradas que são construções de dois ou mais pisos. Muitos porém ficam na dúvida sobre o que é melhor construir, uma casa térrea ou um sobrado. Veja algumas dicas sobre isso.

Casa térrea
Geralmente é mais econômico construir uma casa térrea visto que não há necessidade de fazer uma estrutura muito robusta, isto economiza na mão de obra, no material de construção e também no projeto.

Pelo fato de ter um único piso ela é vista como melhor para muitas famílias como aquelas que têm pessoas idosas, este foi um dois motivos que a minha esposa não quis se quer pensar na ideia de sobrado, já que ela entende corretamente que apesar de estarmos jovens hoje, um dia ficaremos velhos.

Sobrado
A construção de um sobrado é útil quando há necessidade de construir uma casa muito grande e nem sempre o espaço do terreno permite isso, nesses casos fazer um segundo piso duplica a o espaço disponível tornando possível a construção de casas grandes em espaços relativamente pequenos.

Outro fator muito usado é meramente estético. Com o sobrado é possível fazer belas construções explorando as boas ideias dos profissionais de arquitetura. Antigamente os sobrados eram quadradões e mais pareciam um bloco, mas encontramos belas construções de dois ou mais pisos.

Para finalizar existe a questão financeira onde a construção de um sobrado geralmente é bem mais alta, já que o projeto é diferenciado, a mão de obra acaba ficando mais cara, as fundações, colunas, lajes e outras estruturas também recebem tratamento diferenciado, entre outros aspectos.

Qual é o melhor?
Eu optei por casa térrea e acredito ser esta a melhor alternativa, mas havendo dinheiro disponível e necessidade, seja ela estética ou funcional, creio que seja uma boa opção a construção de um sobrado.

Casa Dicas

Qual o valor por m² de uma casa?

Realizar o orçamento de uma construção é muito complexo pelo fato da personalização de cada imóvel. Portanto o orçamento dependerá basicamente do Projeto Executivo da Obra, bem como o Memorial Descritivo. Através destas definições é que teremos a noção exata para realizar um orçamento. Sem estes projetos não poderemos considerar um orçamento e sim uma estimativa apenas.

Antes de prosseguir é preciso entender que o custo por metro quadrado vai depender muito do sistema construtivo que você preferir, bem como o tipo de revestimentos e acabamentos da sua preferência e/ou condições.
Por exemplo: Você pode aplicar um piso de R$ 30,00 o m² ou um piso em porcelanato de R$ 300,00 o m². Então a primeira coisa que temos em mente é que não dá para afirmar corretamente qual é esse valor.

Construção civil custo por m² (metro quadrado)

Um bom indicador é o Custo Unitário Básico (CUB), divulgado mensalmente pelos Sindicatos da Indústria da Construção Civil (SindusCon) regionais. Os valores variam de acordo com itens como tipo de uso do imóvel (residencial, comercial, industrial), padrão da construção (popular, médio ou alto padrão) e número de pavimentos. O Custo Unitário PINI de Edificações (Cupe), produzido mensalmente pelo departamento de Engenharia e Custos da PINI, é outro indicador de referência para esse tipo de estimativa. Entretanto, não está incluso nestes custos os valores de impostos, taxas, projeto, responsabilidades técnicas entre outros …

Clique abaixo na sua cidade para visualizar a tabela local.

Belém  | Belo Horizonte | Brasília | Campo Grande Cuiabá Curitiba  Florianópolis  Fortaleza  Goiânia João Pessoa  Manaus Natal Porto Alegre Recife Rio de Janeiro São Luís São Paulo Salvador Teresina Vitória 

– Importante lembrar que esses índices não consideram custos específicos, como valores de terrenos, fundações especiais, ar-condicionado, impostos e taxas, etc. Também não estão incluídas a remuneração do construtor e o lucro do projeto. Tudo isso aparece em uma fase posterior e mais detalhada do orçamento, caso o projeto tenha sido considerado economicamente viável.

Veja o exemplo abaixo praticados pela Reformolar, válidos para construção “chave na mão” ou seja, imóvel totalmente pronto para morar. Já incluindo todos os impostos e taxas de liberações legais.

Projeto: Casa residencial, contendo 1 pavimento, varanda, sala, 3 quartos, circulação, banheiro, lavabo, cozinha, área de serviço, quarto e WC de empregada.

  • Alto Padrão: R$ 2.500,00
  • Padrão Médio: R$ 1.950,00
  • Padrão Normal: R$ 1.560,00

Mas mesmo com as classificações dos índices, não fica claro o que é padrão alto ou normal, afinal são conceitos subjetivos.

Por Ivan Mendes Gerente de Projetos Reformolar

Porque contratar um Arquiteto e como proceder

É comum pensar que a função do arquiteto resume-se apenas à questão estética. Grave erro, pois o Arquiteto é o grande idealizador e também um facilitador para que as coisas fluam melhor desde as primeiras idéias até a entrega das chaves, passando pelo planejamento da obra.

Planejamento é condição básica para uma construção ter o menor custo e ser útil aos seus futuros ocupantes. Como todo planejamento de obra começa pelo projeto arquitetônico, é fácil entender a importância de ter um arquiteto auxiliando o empreendedor desde as primeiras horas de um projeto de construção.

A arquitetura é uma profissão bastante complexa e abrange diversas áreas como magistério, consultoria, perícia e execução de obras. Além do projeto de arquitetura em si, o Arquiteto está apto a elaborar e gerenciar também os projetos de instalação elétrica, hidráulica, esgoto, gás, estrutura e paisagismo.

O Arquiteto também pode ser o responsável legal pela execução da obra, sendo de sua responsabilidade as sanções penais, no caso de eventuais sinistros. Também é ele o responsável por cumprir todas as exigências legais, assim como zelar pelo perfeito funcionamento das instalações e pela solidez da construção durante um período de até cinco anos após a conclusão da obra, conforme determinado pelo código civil.

Aliás, o profissional mais indicado para assumir a responsabilidade pela execução ou gerenciar a obra é o próprio autor dos projetos, pois conhece a fundo todas as suas particularidades.

No caso de uma obra não possuir um profissional responsável pela sua execução, que tanto pode ser um Engenheiro Civil como um Arquiteto, todas as sanções penais recairão sobre o proprietário. Este poderá, inclusive, responder criminalmente pelo exercício ilegal da profissão, apesar de muitas pessoas pensarem que o responsável por estas situações, no final das contas, será o pedreiro ou empreiteiro.

Em última análise seria, no mínimo, uma grande imprudência e irresponsabilidade confiar o investimento de um razoável capital — na elaboração de um projeto e na execução da obra — a pessoas sem experiência, qualificação e responsabilidade legal.

Como identificar o bom profissional

Ao contratar os serviços de um arquiteto é importante ter a consciência de que, como em todas as profissões, existem os bons e os maus profissionais, portanto alguns aspectos devem ser observados para fazer uma boa escolha:

• Se você está adquirindo um terreno, o correto será contratar um profissional qualificado já nesta etapa para lhe prestar uma assessoria e evitar futuras surpresas desagradáveis, pois existem particularidades técnicas que determinarão um custo maior ou menor da obra ou até mesmo a sua inviabilidade econômica, tais como:

a) As características topográficas que, em alguns casos, poderão exigir muros de contenção;
b) O tipo de subsolo que poderá exigir uma fundação especial;
c) A existência e a altura dos coletores públicos de águas pluviais e de esgoto em relação ao nível do terreno que, em alguns casos, poderão exigir o bombeamento da futura instalação de esgoto.

Enfim, são inúmeros conhecimentos técnicos que poderão lhe economizar um considerável capital alem de evitar inúmeros aborrecimentos.

• Nunca escolha o profissional pelo valor mais baixo dos honorários, pois, certamente, eles serão proporcionais a sua experiência e competência;

O trabalho do arquiteto é que define a personalidade da edificação e permite todo o planejamento da obra.

• Procure saber como o arquiteto desenvolve seu trabalho e conhecer sua vida profissional. Os bons arquitetos costumam fornecer seus curriculos;

• Obtenha informações sobre os trabalhos realizados;

• Saiba quais os serviços que este profissional irá lhe oferecer. Lembre-se de que para executar uma obra são necessários e, na maioria das vezes obrigatórios, além da aprovação do projeto de arquitetura, os projetos de instalações prediais (gás, esgoto, etc.). Os bons profissionais oferecem todos os serviços necessários, não só à aprovação do projeto como também para sua execução;

• Pergunte quais as necessidades legais para a aprovação do projeto e a execução da obra e quais as responsabilidades que serão assumidas pelo profissional;

• Busque informações do profissional junto ao Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, disponíveis no do CREA regional;

O bom planejamento dos interiores é fundamental para a obtenção de ambientes confortáveis e úteis.

• Nunca contrate um serviço sem que seja firmado um contrato no qual deverá constar, claro e minuciosamente, tudo que se relacione ao seu propósito de forma a não ocasionar nenhuma dúvida futura principalmente quanto aos serviços que serão prestados, aos prazos, ao valor e às condições de pagamento;

• Mantenha um diálogo franco com o arquiteto. Não omita nenhuma informação e faça questão de participar diretamente do projeto e da obra. Dê sugestões, expresse sua opinião, é mais fácil e mais barato fazer alterações quando a obra ainda estiver em execução. Lembre-se de que o projeto deve atender as suas necessidades e não as do arquiteto.

Se, ainda assim, restar alguma dúvida quanto às vantagens de contratar um arquiteto, compare o custo da contratação de um profissional competente em relação ao valor total da obra. Representa uma pequena fração, e os benefícios de uma obra bem planejada compensam qualquer pagamento feito a um bom profissional. Saiba mais aqui !

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