Como economizar na compra de materiais para construção

Se construir já não é tarefa fácil, financiar uma construção muito menos. Investir em uma obra demanda preparo financeiro e capital suficiente para cobrir custos de mão de obra, materiais de construção e outros gastos. E é por se gastar tanto que o mínimo de economia se faz necessário.

Independente da etapa em que se encontra a obra, economizar é muito importante, e é no momento da compra de materiais de construção que é necessário mais cuidado. Seguem algumas dicas para ajudar você a economizar e garantir o bom andamento da obra:

Em primeiro lugar, não economize na mão de obra e muito menos no planejamento. Uma mão de obra insatisfeita desperdiça mais materiais, e um planejamento bem feito evita que paredes sejam derrubadas durante o processo.

Faça o planejamento da obra junto com o profissional responsável, crie uma planilha que registre a ordem de execução dos serviços, duração e custo de cada fase. Isso vai evitar gastos com mão de obra e materiais desnecessários.

Observe sempre os projetos da construção e se houver alguma alteração peça para revisá-lo, a sua opinião durante esta etapa garante a sua satisfação no final.

Vá ao máximo de lojas de materiais de construção e faça um orçamento em todas elas. Não se esqueça de incluir no valor total o frete cobrado pela empresa.

Pesquise também preços em lojas de demolição e cemitério de azulejos, você pode encontrar materiais em bom estado e com preços inferiores.

- Fique sempre de olho em promoções. Não opte pela compra de materiais mais baratos, evite colocar a qualidade de sua construção em risco. Materiais de baixa qualidade exigem manutenção mais frequente, o que faz com que a economia aconteça apenas à curto prazo.

– Compre a quantidade de materiais exata, isso ajuda a evitar desperdícios.

– Se possuir algum conhecido ou parente que esteja construindo por perto, tente fazer uma compra conjunta com ele, pois comprar em grande escala em uma mesma loja pode diminuir os valores de alguns produtos.

– Alguns materiais podem ser comprados diretamente dos fornecedores, tente entrar em contato com eles, assim conseguirá melhores preços.

Construir casa geminada é uma boa? Dá muito problema?

A prática de construir casas geminadas já foi mais comum em um passado mais distante, antigamente tinha muitos casos assim e basta olharmos para as casas edificadas, especialmente nos bairros mais antigos para notarmos isso. Uma casa geminada tem como característica o fato de ela ser construída no mesmo terreno, ter o mesmo telhado e a mesma estrutura, mas ela é dividida em duas moradias distintas, sendo entrada, área útil e área externa isolada uma da outra.

A justificativa para esse tipo de construção é o aproveitamento do terreno que poderá ser usado para fazer duas casas ou mais, mas esta prática embora viável por um certo sentido é mais problemática do que vantajosa. Veja abaixo alguns problemas de casas geminadas.

Infiltração
Existe apenas uma parede dividindo as duas casas, então em caso de infiltração nesta parede os dois lados serão atingidos e para resolver a manutenção as vezes é preciso fazer dos dois lados.

Barulho
Pode haver problemas com barulho, como por exemplo uma pessoa batendo na parede do outro lado e sendo refletido aqui. Imagine de um lado a pessoa colocar uma caixa de som ou a Tv? Tudo isso poderá transferir o barulho facilmente para o outro lado.

Iluminação e ventilação
Um lado da casa ficará totalmente isolado por uma enorme parede, sem janelas e consequentemente sem ventilação e iluminação natural. Ai o outro lado da casa precisará compensar bem isso, caso contrário poderá ficar uma casa abafada e escura.

Documentação
Cada cidade tem suas regras quanto a construção e urbanização, mas eu acredito que hoje em boa parte das cidades deve haver alguma restrição quando a este tipo de construção para casas novas. Eu sei que é possível fazer casas paralelas, mas com estruturas, telhados e outros totalmente independentes, mas este não é o conceito de casa geminada. Consulte a prefeitura da sua cidade ou um engenheiro civil que lhe dará instruções detalhadas sobre esse tipo de construção.

Vale a pena construir uma casa geminada?
Não. Exceto em situações muito específicas e se houver aprovação da prefeitura, caso contrário é o tipo de construção que deve ser evitada em função dos problemas apresentados acima e outros mais subjetivos. Em todos os casos o correto é consultar um arquiteto ou um engenheiro civil que poderá analisar cada caso individualmente e encontrar a melhor solução para uma construção sustentável a longo prazo e que proporcione o bem estar dos seus moradores.

Casa Dicas

A importância de uma casa arejada

Independente da estação do ano, ter uma casa arejada é muito importante para a saúde e bem estar da família. Além de ajudar na economia da conta de luz, também ajuda o meio ambiente. No verão, por exemplo, nem sempre o ar condicionado é a melhor ou a única opção, devemos sempre abrir as janelas de casa para que o ar se renove.

Uma casa bem arejada é importante para o conforto térmico, e principalmente, para a qualidade do ar que as pessoas respiram dentro do ambiente, e o telhado ventilado é o principal fator que contribui para esse conforto.

Nas regiões onde predomina o frio, o ideal é utilizar uma manta térmica de dupla face ou de lã de fibra de vidro, para manter o ambiente interno quente. E nas regiões onde predomina o calor, pode ser utilizada a manta térmica aluminizada, o lanternim, pé direito alto e o elemento vazado (ou tijolo baiano). Lembre-se de observar a inclinação do telhado: quanto maior a inclinação, maior o conforto térmico da casa.

Você sabia que em sua casa pode ter uma grande concentração de ácaros? Eles podem se acumular nos travesseiros, colchões ou estofados. Tanto no verão como no inverno, arejar a casa evita a proliferação de fungos e ácaros e evita que as pessoas comecem a ter sintomas alérgicos, além de contaminação e proliferação de viroses no inverno

Além de manter as janelas abertas para circulação do ar, é possível tornar a cobertura da casa mais ventilada com o uso de acessórios: como telha de ventilação, telhas tubo e pentes de ventilação, por exemplo.

Portanto antes de começar o projeto da sua casa, fale com o seu arquiteto sobre estes aspectos, bem como sobre a iluminação natural da casa.

O que gasta mais na construção de uma casa?

Na construção de uma casa os gastos ficam concentrados basicamente sim duas coisas, materiais de construção de custo com mão de obra. É verdade que não se limita a isso, já que você gasta também com documentação, impostos, entre outros gastos menores. Contudo a compra de materiais de construção que vai do básico ao acabamento envolve uma grande soma de dinheiro e também a contratação de pedreiros, arquiteto, pintores, marceneiros e outros profissionais acabam consumindo outra parcela significativa de recursos para construção.

Materiais de construção
O custo com material de construção geralmente é maior do que o custo com a mão de obra, mas não existe um percentual exato, uma vez que é necessário considerar o tipo de material que você irá comprar, bem como os profissionais que pretende contratar. Como eu construí minha casa recentemente, no meu caso eu gastei aproximadamente 60% do valor total com material de construção e com isso posso dizer categoricamente que foi um valor muito significativo, embora eu tenha procurado economizar muito na compra desses materiais e em muitos casos até optei por produtos mais econômicos e às vezes até de qualidade um pouco inferior visando baratear o custo da construção.

Mão de obra
Aproximadamente 40% do valor total da construção foi pago para os profissionais que trabalharam na construção da minha casa, isto inclui arquiteto, engenheiro, pedreiros, pintores e outros profissionais que você necessita para fazer as diversas etapas da construção. Como explicado acima este número também não é fixo em você não pode considerar que em todos os tipos de construção você irá gastar 40% com a mão de obra, pois dependerá muito dos valores contratados e também da qualidade do material que você pretende comprar.

Você pode ter uma referência melhor de preços de materiais e mão de obra dando uma olhada nesses projetos que estão a vendas nesse site (http://www.soprojetos.com.br), lá eles mostram o custo total da construção e o preço de cada uma dessas partes.

Fonte: Financiamento e Construção

Quanto custa o metro quadrado em Curitiba?

A amplitude de preços e de possibilidades na hora de comprar ou fazer a casa própria influem na decisão sobre o melhor tipo de imóvel para morar. Da opção mais barata – construir por conta própria – ao sonho possível de uma boa residência em condomínio fechado, uma série de itens devem ser levados em conta.

Preço, disponibilidade de terreno e de tempo, localização, tamanho da família e perfil dos moradores são os principais fatores. Também entram questões subjetivas, como a preferência por um tipo de construção ou por regiões da cidade.

Para montar o quebra-cabeça, a reportagem da Gazeta do Povo buscou valores médios do metro quadrado para diferentes perfis de imóveis em Curitiba.

Construir por conta própria, comprando materiais e contratando mão de obra, pode ser mais barato (veja na página ao lado) – mas é a escolha que mais exige dedicação.

Detalhes
“Muita gente faz a opção autônoma, mas em alguns casos se torna um processo desgastante. É preciso saber que será necessário acompanhar a obra bem de perto e atentar para todos os detalhes”, comenta o arquiteto Rodrigo Freire, da Proa Arquitetura.

Os materiais de acabamento escolhidos, o projeto arquitetônico e até o tempo que o cliente tem disponível influenciam no orçamento desse tipo de construção.

“A obra por conta pode deixar o imóvel de 20 a 30% mais barato. Um apartamento de construtora vai custar entre R$ 4 e R$ 6 mil o metro quadrado, mas isso porque a empresa tem tributações e gastos diferentes do que a obra autônoma”, explica o diretor de lançamentos da imobiliária Habitec, Carlos Carvalho.

Além disso, ao pagar pelo imóvel na planta ou pronto, o cliente tem menos aborrecimentos do que acompanhar uma obra, observa Carvalho.

Outro fator é o planejamento. “Quando você constrói por conta própria, faz projetos menos elaborados e vai tomando decisões durante a construção. Isso é inconveniente e torna a obra mais longa”, diz Rodrigo Freire.

Sistemas diferentes
Os sistemas industrializados, cada vez mais comuns nos canteiros de grandes obras, podem ser uma opção. “Esse tipo de construção sempre foi mais cara, mas com a valorização de mão de obra para a edificação convencional, o woodframe e o steelframe começam a ficar mais acessíveis, até porque são obras mais rápidas e limpas e com menor necessidade de pessoal”, comenta o arquiteto Rodrigo Freire.

Já as casas de madeira, que costumam ter layout mais tradicional, acabam sendo a escolha mais baseada em critérios subjetivos. Há quem queira recordar o aconchego da casa da infância ou da avó. “Geralmente são no campo ou na praia, mas há quem aprecie para morar na cidade”, diz o arquiteto.

Ele lembra que mesmo os imóveis em madeiras de maior qualidade exigem manutenção específica e constante.

Atenção
Para a compra de imóveis prontos, Carlos Carvalho ressalta: cuidado redobrado ao assinar o contrato. “Pesquise o histórico da construtora para saber se costuma entregar no prazo determinado e converse com outras pessoas que compraram da mesma empresa para se informar sobre a qualidade da obra”, recomenda o diretor da Habitec.

Certificar-se sobre os itens que a empresa entrega no imóvel é importante– gastos com acabamento podem pesar no bolso e terão de ser feitos depois da entrega.

Apartamento – Média de R$ 5.590,75/m²
O valor corresponde à média do preço dos apartamentos, dos mais simples aos mais sofisticados, lançados em março de 2013 em Curitiba, de acordo com levantamento da Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário (Ademi-PR). Morar em apartamento tem vantagens como segurança e o fato de a manutenção do imóvel ser apenas interna, uma vez que a responsabilidade sobre a parte externa da obra é de todo o condomínio. No preço, também reflete o fato de os apartamentos oferecerem áreas comuns equipadas. A localização também é relevante para composição do preço. “Morar num local de fácil acesso, próximo ao local de trabalho e à escola dos filhos faz muita diferença. Influencia diretamente em quanto tempo se perde no trânsito e quanto sobra para desfrutar do conforto da casa ao lado da família”, comenta a arquiteta Cris Daros.

Sobrado em condomínio – Média de R$ 3.175/m²
Em fevereiro, de acordo com levantamento da Ademi-PR, o preço do metro quadrado de sobrados novos em condomínio estava em cerca de R$ 3,1 mil. Nesse tipo de construção, é preciso levar em conta a aquisição do terreno. As casas em condomínio tem a vantagem da segurança. A arquiteta Cris Daros observa que o morador pode desfrutar de espaços verdes e de privacidade. “Contratando uma boa construtora, é possível ter uma obra inteligente, bem acabada, o que tem impacto direto em futuras manutenções”, diz.

Casa de alvenaria – Média de R$ 3 a R$ 4 mil/m²
Casas com projetos exclusivos e muitos detalhes, como as oferecidas pela empresa Greenwood – especialista em casas de alto padrão – podem ter custo mais alto, mas oferecem projetos com exclusividade, material de primeira linha e acompanhamento completo da obra. O preço da área construída também depende do acabamento escolhido. O valor indicado inclui toda a parte de projetos, com isolamento térmico e acústico, boas esquadrias, ar condicionado, calefação, placas solares, projeto de jardim, regularização do imóvel e documentação. Detalhes como materiais de acabamento importados e projetos muito ousados, com vãos livres, por exemplo, podem ser executados mas podem diferenciar o preço.
Casa de madeira – A partir de R$ 1.280,00/m²É possível contratar a construção em woodframe como as da construtora Kurten. O sistema industrializado consiste em construção de casas com placas de madeira e é muito utilizado na América do Norte. O preço indicado é para obra pronta: a empresa executa toda a casa, inclusive a fundação, e entrega o imóvel com instalação elétrica, hidráulica, vidros e pintura. Casas de madeira maciça custam, em média, R$ 1.450 o metro quadrado, também com tudo entregue. Nessa opção, o preço final também vai depender da série de acabamentos e detalhes que o cliente desejar.

Por conta própria – De R$ 800 a R$ 3 mil/m² (sem o valor do terreno)
Construir por conta própria é a opção mais barata e também a que sofre maior variação. Levando em conta que o interessado já possui o terreno, o preço vai depender dos materiais, do acabamento escolhido e até mesmo do tempo que o cliente tem disponível para acompanhar a obra. Dependendo do padrão do imóvel, o custo do metro quadrado pode variar em Curitiba de R$ 800 (casa popular) a quase R$ 3 mil (residência de luxo) – além de outros gastos com terreno e itens como climatização ou piscina. Levantamento da Gazeta do Povo com sete construtoras da cidade indicou que o metro quadrado de uma casa de classe média, com porcelanato e outros acabamentos mais comuns, fica em cerca de R$ 1,5 mil por metro quadrado. Clientes que procuram as construtoras com antecedência podem pagar menos, afirma a coordenadora de engenharia da Clio Engenharia, Elizabete Sobral: “O custo cai quando temos mais tempo para pesquisar os preços dos materiais.”

Colaborou Camille Cardoso, especial para a Gazeta do Povo.