Quem casa, quer casa. O que isso significa?

Este é um velho ditado usado por muita gente para dar uma indireta em pessoas que moram ou pretendem morar com os pais mesmo depois de casados. O grande déficit habitacional que o pais viveu e de certa forma ainda vive e as dificuldades financeiras das pessoas em adquirir a casa própria fez com que muitos jovens casais fossem morar na casa dos pais após o casamento. Esta situação não agrada a muitos, pois pode haver falta de liberdade, privacidade e porque não dizer as indesejáveis interferências na vida conjugal por pais, sogro, sogra, etc.

Quem casa, quer casa tornou-se então um jargão que muitos usam para dizer a essas pessoas que estão ou pretendem viver nesta situação de dependência de que uma vez que decidiram casar é necessário ter sua própria casa, seja própria ou alugada. Não chega a ser uma expressão pejorativa, mas costumeiramente ela é empregada em um tom de brincadeira com um fundo de seriedade.

Financiamento e melhora econômica
A melhora econômica do país e consequentemente dos brasileiros e as atuais políticas públicas para financiamento habitacional tende a melhorar a situação de pessoas que vão se casar e precisam de uma casa. Hoje financiar um imóvel é muito mais fácil e barato do que no passado, sem contar que as pessoas estão estudando mais e conseguindo melhores postos de trabalho, o que ajuda na aquisição da casa própria e assim ficarem livre de ouvir a tão temida frase: quem casa, quer casa.

Casa Dicas

Terreno para construir: Cuidados ao comprar um lote

As 10 principais dicas para comprar um lote vão te ajudar a fazer uma aquisição tranquila. O baixo custo de manutenção, a maior valorização com o passar dos anos e a estabilidade tem feito com que o lote tenha se tornado uma das principais formas de investimento, seja para moradia ou como uma alternativa de renda. Porém a decisão de compra deve ser amparada por cuidados básicos para evitar problemas futuros.

Confira os principais cuidados que você deve ter:

1° – O primeiro passo é verificar o histórico da empresa responsável pelo loteamento, pedir referências sobre os loteamentos lançados anteriormente e visitá-los.

2° – Escolher um bom empreendimento também depende de verificar sobre quais serviços essenciais estarão instalados, quem irá administrá-los e se o loteamento é fechado ou aberto.

3° – Visite o local que se deseja adquirir um lote é fundamental para conhecer a infraestrutura das ruas, iluminação, segurança e verificar a demarcação dos lotes.

4° – Confira no Registro de Imóveis o registro do loteamento, as licenças e a aprovação do projeto. É recomendável também verificar informações junto aos órgãos ambientais e prestadores de serviços públicos de água e luz. Sobre a obra, deve-se buscar a Associação das Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano (AELO), que confere um “Selo de Regularidade de Aprovação” às obras regulares.

5° – Consulte o Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) para verificar sobre a idoneidade da empresa corretora.

6° – Loteamentos irregulares não se preocupam muito com o futuro de seus recebimentos. Por isso, antes de concluir o negócio, deve-se verificar quem financia o parcelamento e qual documentação é exigida.

7° – Para efetuar o pagamento, o consumidor deve dar a entrada ou sinal com cheque nominal à empresa, além de exigir um recibo de sinal e um contrato que descreva de forma detalhada o empreendimento.

8° – É necessário olhar com atenção a documentação do lote. Caso o lote seja irregular a documentação irá denunciar se ele está instalado próximo a áreas de mananciais ou de proteção ambiental.

9° – Duvide dos preços baixíssimos, isso pode significar que o terreno está sendo colocado em nome de uma associação de moradores e uma quota irregular vendida.

10° – Uma das principais prioridades é verificar a matrícula individual do lote, que garante ao proprietário que aquilo não é fruto de uma ocupação irregular. Essa conferência pode evitar 95% dos problemas que podem ser descobertos com a compra de terrenos.

Fórum da Construção

Como construir casa pela Caixa, se já tenho o terreno?

A Caixa Econômica Federal oferece diversas linhas de financiamento para habitação, a mais comum é na verdade para compra da casa ou apartamento que pode ser novo usado, mas para as pessoas que já tem um terreno e que precisam apenas fazer a construção, existe também um financiamento para esta modalidade, ou seja, uma vez que você já tem o terreno só precisará financiar valor da construção.
Se o seu caso é este, é bom você ficar atento à alguns detalhes a respeito desta modalidade.

Veja abaixo alguns itens importantes que você precisa saber.

  • O terreno precisa estar em seu nome e à documentação dele precisa estar regularizado, isto é, escritura e registro do terreno.
  • Antes de você solicitar o financiamento da construção deverá procurar um engenheiro para fazer o projeto de toda obra, indicando inclusive as etapas que serão feitas durante o processo de construção. Caberá ao engenheiro também determinar o projeto construtivo com relação dos materiais e o custo de cada etapa da obra.
  • Depois de tudo pronto você deverá se submeter o pedido de financiamento na Caixa, juntamente com o projeto que foi elaborado pelo engenheiro. A Caixa irá validar o projeto e fazer avaliação devida da documentação e estando tudo OK será liberado o financiamento, mas você não receberá o dinheiro. O que você receberá um sinal verde para iniciar a construção.
  • Então seguindo o cronograma definido pelo engenheiro e aprovado pela Caixa você deverá fazer a execução da primeira etapa do projeto e para isso deverá utilizar recursos próprios. Ao final da execução da primeira etapa o engenheiro da Caixa irá validar o processo de construção e estando OK você receberá da Caixa o valor referente a primeira etapa. E assim poderá começar a segunda etapa utilizando também recursos próprios. O final da 2ª etapa, novamente a Caixa validar a construção e se estiver tudo dentro do cronograma você receberá o valor referente à segunda etapa. E assim por diante.

Desta forma é importante considerar que você precisa ter parte do dinheiro para começar a construção já que a Caixa irá fazer o pagamento de cada etapa concluída e não fará o adiantamento para você realizar a construção. Portanto é preciso pensar nisso, pois além de ter o terreno devidamente regularizado é preciso ter um pouco de dinheiro para administrar a construção da obra. Casa Dicas

Imóvel na praia: investimento ou despesa?

Há quem afirme fervorosamente que ter um imóvel na praia seja um verdadeiro pesadelo. “Duas alegrias, uma quando se compra e outra quando se vende”, diria tal pessoa. É um ponto de vista que precisa ser respeitado, com toda certeza. Vários são os maus negócios realizados que fatalmente levam a finais infelizes. Eu costumo ser otimista. Acredito que para cada tipo de negócio haja um perfil de comprador.

E, como já comentei em outros artigos, considero que o fator “emoção” seja a principal interferência na hora de fazer negócios. O brasileiro “tem sangue quente nas veias”, e às vezes isso pode atrapalhar muito.

No caso do imóvel de veraneio, entendo que possa ser um bom negócio sim, desde que esteja de acordo com as características culturais e comportamentais do indivíduo ou grupo familiar.

Tenho um amigo que trabalha em casa, com traduções e correções de livros, e há uns dez anos me fala sobre seu desejo de ter uma casa na praia… Eu sempre o incentivo a comprar logo essa casa, dou dicas de localidades, preços de imóveis, mas ele não se sente seguro com minhas sugestões… simplesmente porque digo a ele que eu não tenho um imóvel de veraneio! Só por isso! “Faça o que eu digo e não faça o que eu faço”, ele sempre finaliza… Defendo sempre que a compra de um imóvel (qualquer imóvel) precisa ser uma decisão muito ponderada. Pelo expressivo capital despendido nesse tipo de transação, todas as variáveis devem ser precisamente analisadas.

Uma casa na praia pode significar aborrecimentos com depredações feitas por vândalos ou até mesmo frequentadores, manutenção constante nos jardins e nos sistemas de elétrica e hidráulica, despesas mensais com IPTU e condomínio, além da conservação e limpeza permanente.

Já ouvi que vale mais a pena pegar o dinheiro (referente ao valor do imóvel) e investir numa poupança, pois com os rendimentos daria para viajar o Brasil todo. Isso é em parte verdade. Numa família pequena, de casal sem filhos, ou com no máximo um filho, essa conta parece correta. Mas e aquelas famílias à la italiana, que não se largam nem para tomar banho??? Aquelas famílias como a do filme Casamento Grego em que avôs e avós, tios e tias, primos e primas, sobrinho e sobrinhas, filhos e filhas, netos e netas, cachorros, papagaios… todos participam? Daria para reunir facilmente a turma num resort na Bahia? Quanto custaria só o transporte?

E aquelas pessoas que adoooooooram receber os amigos bagunceiros? Que amam latinhas vazias espalhadas por todo o quintal depois da farra do feriadão? E aqueles casos em que o grupo familiar é pequeno (pai, mãe e dois filhos) mas a necessidade de conforto e sossego é maior que a animação de fazer malas e pensar mil estratégias para que não falte nada nas férias? E as pessoas que odeiam sair da rotina? Para elas, desbravar o mundo, enfrentar aeroportos e traslados, bem como todo tipo de surpresas que vêm agregadas ao “pacote de viagem” pareceria muito mais estressante que seguir para a velha e boa casa de praia…

E aquele meu amigo de que falei acima? Ele não poderia manter um imóvel na praia e viajar só de vez em quando para a cidade a fim de tratar dos assuntos profissionais? Será que não daria até para fazer um bom negócio com seu imóvel na capital? Quem sabe alugar? Com toda certeza, para essas pessoas o imóvel na praia é um bom investimento.

É importante destacar também que toda compra deve levar em conta a hora da venda. Por isso, deve-se pensar nos prós e contras do bem escolhido e arrumar alguns compradores (imaginários) para a hora em que se cansar dele (se acontecer).

Outra dica: prepare o imóvel para eventuais locações. Alvenaria nas camas, nos sofás, nas prateleiras e nos armários continuam sendo as melhores opções. Há muitos produtos bacanas que podem ser usados para revestimentos, acabamentos e fechamentos. Prepare os ambientes para a maresia e desgaste do tempo. Use cores claras, alegres e de fácil manutenção. Com criatividade, dá para ter uma casa de veraneio bonita e confortável com baixo investimento.

Fundamental é escolher o imóvel adequado ao seu perfil.Não gosta de cuidar do jardim? Opte por um apartamento. Não quer se aborrecer com manutenção tão cedo? Escolha um imóvel novo ou reformado. Não tem dinheiro para “grande coisa”? Circule na região em que pensa em ter o imóvel e converse com os moradores. Sempre sempre haverá uma boa oportunidade para quem fizer uma boa pesquisa.

E principalmente: não faça negócios “emocionado”! Pare e pense. Faça contas e as confira repetidamente! E se a matemática fechar… faça bom proveito do seu imóvel na praia!!!

Por Arq. Fabio Rocha / Sílvia Rocha

Quando entra má arquitetura o projeto encarece

Para o arquiteto Índio da Costa, houve nos anos 50 um terreno fértil para a arquitetura no sentido de que o tempo técnico para o planejamento do projeto era respeitado. Hoje em dia isso não acontece em 90% dos projetos que ele recebe em seu escritório, que chegam com um briefing muito raso.

A boa arquitetura, para ele, está representada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no MIS, em São Paulo, em que o próprio Índio trabalha em um projeto.

O arquiteto Índio da Costa foi entrevistado por Paulo Markun para o Portal Arquitetura e Urbanismo para Todos, do CAU/BR.

Fonte: CAU/BR.