Cuidados básicos na hora de construir ou reformar

09 de maio de 2017

Porque contratar empresas de construção


Você já tem um terreno, engordou a poupança ou conseguiu um bom financiamento no banco para iniciar a construção da casa dos sonhos. É nessa hora que surge a dúvida: é melhor tocar a obra sozinho ou contratar empresas de construção para levar o projeto até o fim? O empresário Flávio Sambatti não pensou duas vezes e contratou o pacote completo, incluindo construtora, arquiteta e engenheiro para fazer a ampliação da casa dele. “O principal motivo foi o fato de não termos tempo para nos dedicarmos aos detalhes, especialmente em um ramo onde a contratação de mão de obra é difícil de encontrar.”

Outro motivo destacado pelo empresário para justificar a escolha é encarar a reforma ou a construção como um momento de prazer. “É um sonho que está sendo realizado. Ao fazer por conta própria, a pessoa acaba assimilando todos os problemas que podem surgir. A obra pode tornar-se uma dor de cabeça constante”, justifica. O serviço foi orçado R$ 2,5 mil o metro quadrado, incluindo mão de obra para demolição, construção e acabamentos, bem como materiais, inclusive uma banheira de hidromassagem. Satisfeito, o empresário até faz uma analogia para defender a contratação. “Construir ou reformar por conta própria é como se automedicar. O barato pode sair caro. O melhor é deixar na mão dos profissionais adequados.”

Segundo o diretor do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR) em Londrina, Nilton de Oliveira Capucho, muitas pessoas pensam como Sambatti. “Hoje na cidade existem cerca de 100 empresas que também trabalham com obras residenciais de particulares. Muita gente tem buscado essa opção para evitar incômodos”, explica. Na lista dos inconvenientes está a lida no dia a dia da obra, que pode ser estressante, além é claro da possível falta de conhecimento sobre construção civil. “Uma construtora tem profissionais especializados, que atuam em segmentos específicos, como estrutural, elétrico e hidráulico. Tudo é feito mediante um projeto detalhado, uma verdadeira obra de arte.”

Não bastassem as questões de ordem técnica, uma construtora, uma vez contratada, também dá conta da parte burocrática, que é fundamental para evitar problemas legais no futuro. Afinal, quando uma casa está sendo construída, é preciso autorizações da prefeitura, Corpo de Bombeiros, companhia de água e esgoto, companhia que fornece eletricidade e dos órgãos ambientais – no caso de Londrina, a Secretaria do Ambiente (Sema) e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP). “Como os profissionais já estão acostumados com os procedimentos, o processo costuma ser mais ágil.”

Execução do projeto por construtora custa em média R$ 2,5 mil o metro quadrado
Em geral, as empresas podem oferecer um pacote que inclui apenas a parte burocrática ou o pacote completo, que vai desde o traçado da planta à entrega da obra, incluindo serviços como contratação de mão de obra, pagamentos de funcionários, compra de materiais, coleta de dejetos. De acordo com Capucho, o valor médio da execução para uma casa de porte médio custa aproximadamente R$ 2,5 mil o metro quadrado, com pagamentos que podem ser quinzenais ou mensais, dependendo do tempo de execução da obra. “As empresas costumam calcular os valores cobrados com base no CUB, o custo unitário básico da construção, determinado pelo Sinduscon [Sindicato da Indústria da Construção Civil].

Outra forma de cálculo é levar em conta porcentagens em cima do valor total da obra. A empresa do engenheiro Ricardo Bettini cobra um percentual que varia de 8% a 10% em cima do valor total da obra pelo metro quadrado. A única coisa que a empresa não fornece é a mão de obra, mas providencia todos os trâmites legais em torno das contratações, além de acompanhar todo o trabalho até o final da construção. De acordo com Bettini, a maioria dos clientes são empresários e funcionários públicContruos. “Todas as obras que estamos tocando, no momento, são em condomínios fechados. Muita gente está optando por morar em casas novamente.”

A informação de Bettini confirma os dados do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Norte do Paraná (Sinduscon Norte/PR) que mostram que, nos últimos cinco anos, os projetos que mais cresceram em Londrina foram os de condomínios horizontais. O crescimento dessa modalidade de moradia no período de 2007 a 2011 foi de 564%, o que reflete diretamente no aquecimento da procura por construtoras para tocar obras residenciais.

Com o mercado da construção efervescente, há muitas empresas assumindo esse tipo de serviço. Por isso, antes de contratar, o ideal é pesquisar nos PROCON’s, nos Tribunais de Justiça do seu estado e certificar-se da idoneidade da Empresa.
Agora boa obra.

Por Gisele Rech, Jornal de Londrina